Destaque

207 Quiksilver

| 08/11/2011

Tirando leite de pedra

Com poucas novidades em 2011, a Peugeot traz de volta a versão Quiksilver por R$ 44.300. Série é limitada a 500 unidades.

  • Texto: Guilherme Lages
  • Fotos: Divulgação

Enquanto Fiat, Volks e GM brigam pelo topo do mercado, apresentando produtos novos, novas tecnologias, soluções de segurança, marcas menores como a Peugeot, Ford e Renault derrapam no mercado e se embolam no pelotão das montadoras que ainda não conseguiram ter dois dígitos no bolo das que mais vendem.

Em outubro, somando a participação das três, os 18% ainda são inferiores aos 20,7% da GM, em segundo lugar. A Fiat lidera com 22,7%, seguida pela Volkswagen com 21,9%.

E o jogo anda difícil para a turma de baixo da tabela, que trouxe poucas novidades em 2011. A última da Peugeot é o anúncio da série especial Quiksilver, do 207 a R$ 44.300 e limitada a 500 unidades. Ainda bem.

Equipado com motor 1.6 Flex, o Peugeot custa quase R$ 5 mil reais a mais que o Novo Palio Sporting 2012, completamente novo. Como assim, comprar um 207, carroceria velha e com um monte de adereços, pagando tanto a mais assim?

O que a série especial oferece? Rodas de liga leve de 15 polegadas diamantada, além de elementos personalizados e em alumínio. E mais ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros e traseiros, faróis de neblina e sistema de som com CD player, tocador de MP3, conexões USB/Ipod e comando de som na coluna de direção, além de freios ABS e airbag duplo frontal.

Por dentro do 207 Quiksilver, o pacote inclui volante em couro, maçanetas internas, manopla do câmbio, detalhes do painel, pedais e tampa de combustível em alumínio.

A parceria entre as duas marcas vem de longa data: em 2002 a Peugeot lançou versões Quiksilver dos modelos 106, 206 e Partner para o mercado europeu. No mesmo ano, a série Quiksilver foi incorporada ao 206 nacional em comemoração ao primeiro aniversário do 206 1.0 brasileiro, produzido em Porto Real (RJ), marcando ainda o início da produção da versão com motor 1.6.

E por fim, o carro é um amontoado de adereços e adesivos para virar série limitada. Limitado na criação e na oferta aos consumidores. Vai encarar?

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