Teste

Fiat Freemont

| 15/12/2011

Fiat Freemont Precision 2.4

Avaliamos a versão italiana do Journey, o primeiro veículo pós-acordo Fiat/Chrysler. Se for levar os 7 passageiros, esqueça o porta-malas.

  • Texto: Guilherme Lages
  • Fotos: Guilherme Lages

A missão do Fiat Freemont é ser o veículo topo de linha da marca Fiat no Brasil. Produzido na fábrica de Toluca, no México, o carro é o primeiro modelo resultante da associação da Fiat com o grupo Chrysler. Foi apresentado ao público em agosto deste ano e anda surpreendendo nas vendas a cada mês.

Um rápido giro pelo segmento no qual o Freemont está posicionado (SUV's), não é difícil encontrar algumas dezenas de representantes, a maioria deles importados e com desempenhos de vendas bem variáveis. Veja os que mais foram emplacados em novembro:

Hyundai ix35 - 1.197
Mitsubishi ASX - 1.187
Chevrolet Captiva - 1.080
Toyota Hilux SW4 - 1.040
Kia Sorento - 1.004
Fiat Freemont - 682
Dodge Journey - 210
Peugeot 3008 - 200

Cópia fiel do Dodge Journey, os dois carros tem a mesma carroceria com design moderno e agradável. As únicas diferenças entre eles são as marcas e assinaturas das montadoras. Olhando o Freemont de frente, a imponente grade com o largo friso cromado é o destaque. O capô é em alumínio e o para-brisa, bastante inclinado, praticamente se unem formando uma linha única, resultando em um conjunto bem marcante. O visual também é forte na traseira do carro e contribui para isso as lanternas horizontais iluminadas por LED.

Olhando cuidadosamente o SUV pela lateral, o vinco bem definido que a percorre, garante o ar de modernidade da carroceria. Os retrovisores elétricos são amplos e as rodas 17 polegadas finalizam a sensação de robustez do carro. E antes de dar partida e rodar com o Freemont, uma inspeção rápida em seu interior. Nosso modelo de testes é a versão Precision, topo de linha, com capacidade para 7 passageiros.

O FREEMONT POR DENTRO
As três fileiras dos bancos estão posicionadas de forma a criar um ambiente confortável para todos os ocupantes. A segunda fileira está em posição mais elevada que a primeira e a terceira mais elevada que a segunda. Os dois lugares da terceira são curtos e apertados e em viagens mais longas certamente vão trazer desconforto.
Ponto Negativo: a configuração para 7 ocupantes perde o porta-malas, que não acomoda nem mesmo a pasta do trabalho, quanto mais uma pequena mala de cada passageiro. Vai viajar com a turma toda? Esqueça. Não tem lugar para a bagagem.

TECNOLOGIA
O sistema Keyless Entry / Go é sinal de comodidade. Dispensa o uso de chave para abrir as portas ou ligar o motor. O painel é envolvente com elementos cromados e para o quadro de instrumentos muito completo, um sistema de iluminação com controle de intensidade permitindo leitura precisa dos instrumentos. O sistema UconnectTM de multimídia com tela de 4.3 polegadas é sensível ao toque e nele está concentrado controles de áudio, telefonia, e configurações de conforto. Faltou o GPS.

VERSÕES e PREÇOS.

Emotion - R$ 81.600
De série: ABS, keyless entry/go, airbags frontais, tela de 4,3 polegadas touch screen, radio/CD/MP3, entrada USB, entrada auxiliar e conectividade Bluetooth® com comando de voz, volante revestido em couro com regulagem de altura e profundidade mais comando de rádio, piloto automático e computador de bordo, rodas de liga leve com aro de 16 polegadas, faróis de neblina, sensor de pressão dos pneus, alarme, e capacidade para 5 passageiros.

Precision - R$ 86.000
Aos equipamentos da versão anterior adiciona-se: terceira fila de bancos, o que proporciona sete lugares (esqueça o porta-malas!), sidebags e windowbags, sensor crepuscular e sensor traseiro de estacionamento, assento do motorista com regulagens elétricas, retrovisores rebatíveis eletricamente e rodas de liga leve 17 polegadas. E somente na versão Precision é oferecido o sistema Child Booster que possibilita que as crianças que ultrapassaram a fase das "cadeirinhas", usem o cinto de segurança do carro. Para isso, basta puxar uma cinta na parte central dos bancos laterais da segunda fileira que os assentos se elevam em 10 centímetros. A operação é fácil e rápida.

500 KM DE TESTES

A praticidade do sistema keyless entry/go torna simples e cômodo o acesso ao Freemont. Basta ter o telecomando no bolso para abrir as portas. Para ligar o motor, basta pisar no freio e acionar o botão start/stop para colocar o carro em movimento. Andar de Freemont na cidade é um tanto desconfortável. O carro é grande demais, difícil para estacionar e sair às compras então, piorou. A versão avaliada de 7 lugares não tem porta-malas e a exposição da bagagem faz do carro uma presa fácil para os ladrões.

Fomos para a estrada rumo à cidade de Tiradentes (180 km da capital). Sem muita confiança com a bagagem, a segunda decepção está no motor Powertrain 2.4 litros, 16 válvulas. Lento e com pouca retomada, o propulsor deixa a desejar, ainda mais com câmbio automático de quatro marchas, que não dá fôlego ao carro. Na estrada, em ultrapassagens, é preciso de atenção triplicada. Nossas médias de consumo: cidade, 6,4km/l e na cidade, 9,2 km/l.

No mais, conforto absoluto na viagem. Os bancos são grandes, macios e acomodam confortavelmente. O sistema de som é um prazer a bordo e as saídas de ar condicionado espalhadas pelo interior garantem uma temperatura uniforme para todos os passageiros.

PONTO FINAL

Se você pensa em comprar um SUV aí está uma ótima opção. O Freemont tem a tecnologia e estilo marcantes Dodge, além do conforto premium. O motor não é lá estas coisas, é verdade. Mas ele é o grande responsável pelo preço competitivo do carro. Prefira a versão Emotion para cinco passageiros e amplo bagageiro e fique tranqüilo, o seu Freemont conta com a assistência técnica nas mais de 500 concessionárias da marca em todo país.  

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